Advanced Topics in PMO Governance (CSUN): o programa que Mario Trentim coordena
Conheça o programa executivo que prepara líderes de PMO para governar portfólios complexos, influenciar decisões estratégicas e transformar projetos em valor para o negócio.
O programa Advanced Topics in PMO Governance da California State University Northridge (CSUN), coordenado por Mario Trentim em parceria com a IBS Americas, é voltado a gerentes de PMO e diretores de projetos com dez ou mais anos de experiência e MBA que lideram portfólios complexos. Parte da premissa confirmada pelo PMI Pulse of the Profession: o problema não é metodologia — é governança. Acontece em julho, Northridge, California, na David Nazarian College of Business and Economics (AACSB).
O que é Advanced Topics in PMO Governance — e o que não é
Advanced Topics in PMO Governance não é um curso de certificação avançada. Não revisa frameworks que o participante já domina. Não produz mais horas de PDU para renovação de PMP.
O programa parte de um diagnóstico específico: profissionais com sólida base técnica em gestão de projetos que chegaram ao ponto em que o problema não é mais técnico — é de como governança opera na interface entre PMO e liderança estratégica.
Esse é um problema de natureza diferente. Não tem solução técnica limpa. Tem múltiplos ângulos, stakeholders com objetivos parcialmente conflitantes, e dinâmicas de poder que não aparecem nos manuais de PMO. O PMI Pulse of the Profession confirma isso consistentemente: a maioria das organizações com PMO maduro não tem problema de metodologia. Tem problema de posicionamento estratégico — de como o PMO traduz decisões de portfólio em critérios que a liderança sênior usa efetivamente.
O programa trabalha esse problema. Não pelo lado da metodologia — pelo lado de como o profissional pensa sobre governança quando o contexto é de alta ambiguidade e alta consequência.
O que muda quando a governança funciona
Governança de PMO que funciona tem uma propriedade que raramente aparece nas descrições de cargo: ela acelera execução em vez de freá-la.
A governança burocrática — que é o padrão dominante nas organizações brasileiras de grande porte — funciona como controle. Cada decisão passa por camadas de aprovação. Cada desvio de escopo exige comitê. Cada alocação de recurso crítico espera pelo ciclo de planejamento trimestral. O resultado é previsível: o PMO torna-se sinônimo de fricção, e a liderança sênior aprende a contorná-lo em vez de usá-lo.
Governança que acelera execução funciona de forma diferente. Ela define critérios de decisão antes dos eventos de decisão — não na hora em que o evento acontece. Define quem decide o quê, com quais informações, em quanto tempo. Traduz objetivos estratégicos em filtros operacionais que permitem ao PMO priorizar, escalar e reportar de forma que a liderança usa, não apenas recebe.
A disciplina da execução começa por aqui: não na ferramenta, não no processo — na clareza de quem decide o quê, com base em que critério, dentro de que prazo. Sem isso, metodologia é ruído bem documentado.
Charan e Bossidy documentaram isso em Execution: as organizações que executam bem não têm processos mais sofisticados — têm maior clareza sobre o que é decidido em que nível e menor tolerância para decisões que ficam em aberto. O PMO de alto valor não é aquele com o dashboard mais completo. É aquele cuja ausência de decisão em tempo hábil é um evento visível e endereçável — não um estado permanente de espera.
Mintzberg acrescentaria uma qualificação importante: governança que funciona em contextos estáveis pode ser disfuncional em contextos de alta variabilidade. O Advanced Topics trabalha essa tensão — não busca o modelo universal de governança, mas o repertório de princípios que permite ao profissional calibrar o modelo para seu contexto específico.
O ambiente CSUN: por que importa
A California State University Northridge (CSUN) faz parte do sistema CSU — 23 campi, mais de 460 mil estudantes, o maior sistema universitário de quatro anos dos Estados Unidos. O campus de Northridge fica no Vale de San Fernando, a 40 minutos de Los Angeles.
O programa acontece na David Nazarian College of Business and Economics, com acreditação AACSB — que menos de 6% das escolas de negócios do mundo possuem. A acreditação não é detalhe de prestígio: é indicação de que os padrões de rigor acadêmico, qualidade de corpo docente e relevância do currículo são auditados externamente de forma regular.
O ambiente importa por razões além do prestígio institucional. O Vale de San Fernando é um ecossistema de organizações de alta complexidade — em setores de energia, infraestrutura, entretenimento, tecnologia e serviços financeiros. A conversa fora da sala de aula reflete esse ecossistema: casos reais, problemas reais, sem o polimento dos estudos de caso escritos para serem elegantes.
A imersão de três semanas em julho cria as condições para que o aprendizado aconteça em profundidade. Newport, em Deep Work, documenta que o aprendizado de habilidades cognitivas complexas requer períodos prolongados de atenção concentrada em ausência das interrupções do trabalho diário. Três semanas de imersão é precisamente esse formato — o que a leitura fragmentada de artigos de HBR ou os webinars de 45 minutos não conseguem substituir.
O que Mario Trentim traz como Academic Leader
O papel de Academic Leader é responsável pelo design acadêmico do programa e pela articulação entre o que o participante precisa desenvolver e o que o currículo efetivamente entrega.
A combinação que Mario Trentim traz a esse papel não é comum: mais de duas décadas de prática direta em governança de projetos em organizações de grande porte; pesquisa de doutorado em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, com foco em sistemas de alta complexidade; e participação ativa como membro do Board of Directors do PMI Global — o que significa acesso direto às discussões globais sobre o que está mudando na prática de gestão de projetos nas organizações de referência mundial.
Essa combinação tem uma implicação prática para o participante: o programa responde a perguntas que emergem de contextos reais de alta complexidade — não a perguntas que surgem em casos de estudo construídos para ter resposta limpa.
Como aluno da ULV em 2011 e da SUNY em 2014, e como professor da SUNY em 2018, Mario passou pelas mesmas experiências que os participantes passam. Isso não é dado irrelevante: significa que o programa é desenhado a partir de dentro da experiência de imersão, não de uma perspectiva externa a ela.
A trajetória de Mario Trentim nos programas — de aluno bolsista a Academic Leader — está descrita em detalhe em artigo específico deste hub.
Para quem é este programa
O perfil de entrada é específico e não flexível: gerentes de PMO e diretores de projetos com dez ou mais anos de experiência em gestão de projetos complexos, com MBA, atuando em organizações de grande porte. Os setores mais representados nas turmas históricas são energia, infraestrutura, serviços financeiros e telecomunicações.
O programa não é adequado para profissionais no início da carreira — o conteúdo pressupõe base consolidada em metodologias de gestão de projetos e portfólio, e a conversa entre participantes é calibrada para o nível de complexidade das organizações que eles lideram. Participantes com menos de dez anos de experiência têm dificuldade de extrair o valor do programa porque ainda não encontraram os problemas que o programa está equipado para responder.
O que diferencia quem deveria fazer CSUN versus SUNY: o Advanced Topics na CSUN assume que o profissional já sabe o que é PMO e portfólio — e está trabalhando o problema de como a governança opera no nível estratégico da organização. O Competitive Project Management na SUNY parte de um ponto anterior: como o profissional pensa sobre o problema que o projeto está tentando resolver. São perguntas diferentes, para momentos de carreira distintos. O guia do programa sobre o que mudou na primeira turma na CSUN aprofunda essa distinção.
Para quem está avaliando o investimento, o artigo sobre investimento e bolsas no programa CSUN detalha os números e as condições de acesso às bolsas de até 60%.
Limitações
O programa exige perfil específico: dez ou mais anos de experiência em gestão de projetos complexos e MBA. Profissionais com menos experiência ou sem base consolidada em gestão de portfólio devem avaliar se o conteúdo e o nível da conversa entre participantes correspondem ao momento atual de sua carreira.
Os resultados descritos neste artigo refletem padrões observados em múltiplas turmas ao longo de anos. Resultados individuais dependem de contexto organizacional específico, de como o participante aplica o aprendizado de volta ao seu ambiente, e de fatores que o programa não controla.
Disponibilidade de vagas e bolsas de até 60% deve ser confirmada com a IBS Americas com antecedência mínima de seis meses. A demanda por vagas com bolsa é consistentemente superior à oferta disponível por edição.
Leia também: trajetória de Mario Trentim nos programas · o que mudou na primeira turma na CSUN · investimento e bolsas no programa CSUN
Advanced Topics in PMO Governance — CSUN.
Julho · Northridge, California · David Nazarian College of Business and Economics (AACSB).
Bolsas de até 60% disponíveis.
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Mario H. Trentim é keynote speaker e membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027). Doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, autor de 13 livros e Academic Leader dos programas de gestão na CSUN e SUNY. trentim.com


