Competitive Project Management (SUNY): o programa que Mario Trentim coordena
Conheça o programa executivo que transforma gestão de projetos em vantagem competitiva, combinando estratégia, liderança, influência e experiência internacional em Nova York.
O programa Competitive Project Management da State University of New York (SUNY), coordenado por Mario Trentim em parceria com a IBS Americas, desenvolve vantagem executiva na gestão de projetos — não repetição de metodologia. Inclui visita obrigatória à sede das Nações Unidas em Manhattan, onde influência sem autoridade formal é operação diária. Para profissionais com 5+ anos de experiência e MBA que lideram portfólios complexos. Acontece em janeiro, New Paltz e Albany, Nova York.
O que é Competitive Project Management — e por que o nome importa
O PMP tem mais de um milhão de portadores ativos ao redor do mundo. A taxa de fracasso em projetos não mudou proporcionalmente.
Esse dado não é argumento contra certificação. É o diagnóstico de que o problema não está onde a maioria das pessoas procura. Quando uma metodologia se dissemina a ponto de ser commodity, o que diferencia o profissional que entrega de forma consistente não é o domínio da metodologia — é como ele pensa sobre o problema que o projeto está tentando resolver.
Competitive Project Management é o nome que descreve essa distinção: a gestão de projetos como capacidade executiva que cria vantagem real — algo que o concorrente não copia simplesmente adotando o mesmo framework. Vantagem executiva não está no processo. Está em como o profissional formula o problema antes de aplicar o processo.
O programa parte da pergunta que Christensen formulou com clareza em The Innovator’s Dilemma e que se aplica diretamente à gestão de projetos: qual é o trabalho que este projeto está sendo contratado para fazer? Essa pergunta, aparentemente simples, é onde a maioria dos projetos encontra seu problema real — não na execução, mas na definição.
Estratégia sem execução é desejo. E execução sem a pergunta certa é eficiência aplicada ao problema errado. O que diferencia o profissional que entrega é a capacidade de manter ambas as perguntas vivas ao mesmo tempo — durante todo o ciclo do projeto.
A visita à ONU: o que é e por que está no programa
A visita à sede das Nações Unidas em Manhattan faz parte do currículo padrão do programa — não como atividade cultural, mas como caso de estudo em operação real.
A ONU reúne 193 países. Não tem autoridade de enforcement sobre nenhum deles. Cada decisão relevante — sobre recursos, sobre mandatos, sobre operações — é tomada por influência, negociação e construção de consenso entre partes com objetivos parcialmente conflitantes e nenhuma obrigação de obedecer.
Isso não é teoria de stakeholder management. É influência sem autoridade em escala máxima, operando sob pressão de tempo real com consequências geopolíticas reais.
Para profissionais que lideram projetos em organizações grandes — onde a autoridade formal raramente cobre todo o escopo de influência necessário — a leitura da ONU como caso de gestão de projetos é direta. O gerente de projeto que não tem autoridade sobre metade dos recursos críticos do seu projeto está operando no mesmo ambiente estrutural, em escala diferente. O que a visita faz é tornar visível o que normalmente é tácito: as habilidades que distinguem o profissional que consegue entregar sem autoridade completa não são habilidades sociais genéricas — são habilidades de design de processo de influência, com clareza sobre quem precisa de quê para se mover.
Kahneman, em Thinking, Fast and Slow, documenta que a exposição a casos extremos calibra o julgamento de formas que a análise de casos médios não consegue. A visita à ONU funciona por esse mecanismo: o caso extremo — influência sem nenhuma autoridade formal sobre 193 soberanias — recalibra a percepção do que é possível nos casos que o participante enfrenta de volta ao trabalho.
O artigo o que a visita à ONU inclui e o que nenhum livro explica detalha o que acontece durante a visita e o que os participantes descrevem como o momento de maior impacto do programa.
O ambiente SUNY New York
A State University of New York (SUNY) é o maior sistema universitário público dos Estados Unidos: 64 campi, mais de 387 mil estudantes. O programa acontece nos campi de New Paltz e Albany — ambos a menos de duas horas de Manhattan.
O timing de janeiro tem uma implicação prática que passa despercebida: é o período de menor intensidade no calendário corporativo brasileiro. A janela de janeiro — entre o fechamento do ano anterior e o início efetivo do primeiro trimestre — é consistentemente mais acessível para a saída de três semanas do que qualquer outro período do ano. Para profissionais que gerenciam portfólios complexos e têm dificuldade de se ausentar, esse dado é relevante no planejamento.
O estado de Nova York tem uma densidade de organizações com portfólios de alta complexidade — em serviços financeiros, infraestrutura pública, saúde, tecnologia e setor público — que produz um ecossistema de conversa diferente do que outros ambientes universitários americanos oferecem. Os casos discutidos em sala têm uma ancoragem no real que é difícil de replicar em contextos mais distantes dos centros de decisão.
O que Mario Trentim traz como Academic Leader
Mario Trentim foi aluno da SUNY em 2014, professor em 2018, e assumiu o papel de Academic Leader em 2021. Esse arco — de participante a responsável acadêmico — tem uma implicação direta para o desenho do programa: as perguntas que o currículo responde são as perguntas que surgem de dentro da experiência de imersão, não de uma perspectiva administrativa externa a ela.
A combinação de mais de duas décadas de prática em gestão de projetos de alta complexidade, pesquisa de doutorado no ITA e participação no Board do PMI Global produz um ponto de vista específico sobre o que está mudando na prática internacional de gestão de projetos — e o que, apesar das mudanças de ferramenta e nomenclatura, permanece estruturalmente estável.
Esse ponto de vista tem impacto direto no que o programa prioriza. O currículo não segue o catálogo de competências mais recente do PMI — segue o diagnóstico do que os profissionais de alto desempenho fazem de forma diferente dos profissionais que dominam a mesma metodologia sem entregar resultados equivalentes.
A trajetória de Mario Trentim — da primeira visita à SUNY como aluno à coordenação acadêmica de ambos os programas — está descrita em detalhe em artigo específico deste hub.
O que Strategic Thinking entrega
A dimensão de Strategic Thinking no programa responde a uma pergunta específica: qual é o problema que o projeto está tentando resolver — e é esse o problema certo?
Essa pergunta parece óbvia. Na prática, é sistematicamente mal-respondida. Projetos são aprovados com base em justificativas que fazem sentido no momento de aprovação e deixam de fazer sentido durante a execução — sem que ninguém revise a premissa original. O profissional continua entregando o escopo original enquanto o problema que o escopo foi desenhado para resolver mudou.
Tetlock, em Superforecasting, documenta que os melhores previsores — e, por extensão, os melhores tomadores de decisão em condições de incerteza — são aqueles que mantêm a pergunta original viva durante o processo de execução, atualizando o julgamento à medida que novas informações chegam. Aplicado à gestão de projetos: o profissional de alto desempenho não só executa o plano — revisa sistematicamente se o plano ainda responde à pergunta certa.
Desenvolver essa capacidade não é questão de instrução — é questão de prática deliberada em ambiente de alta complexidade, com colegas que questionam premissas a partir de referências de mercado completamente distintas. Isso é o que a imersão cria.
Para quem é este programa
O perfil de entrada: cinco ou mais anos de experiência direta em gestão de projetos, com MBA, atuando em portfólios de complexidade relevante. O programa não é adequado para profissionais no início da carreira — o conteúdo pressupõe base conceitual consolidada e a conversa entre participantes é calibrada pelo nível de complexidade das organizações que eles lideram.
Comparado ao Advanced Topics na CSUN — que pressupõe perfil mais sênior e trabalha o problema de governança de PMO em contexto estratégico — o Competitive Project Management na SUNY é adequado para um estágio ligeiramente anterior: o profissional que domina a metodologia e está desenvolvendo a capacidade de pensar estrategicamente sobre o problema, não só sobre a execução.
O timing de janeiro, a imersão de três semanas e a visita à ONU fazem do programa uma combinação que dificilmente se replica em qualquer outro formato disponível para profissionais brasileiros de gestão de projetos. Para quem está avaliando o investimento, o artigo sobre investimento e bolsas no programa SUNY detalha os números e as condições de acesso às bolsas de até 60%.
Limitações
A visita à ONU está no currículo padrão do programa mas está sujeita a confirmação pela IBS Americas a cada edição — em função de agenda e disponibilidade institucional. Deve ser confirmada no momento da inscrição.
O programa exige cinco ou mais anos de experiência em gestão de projetos e MBA. O conteúdo pressupõe base conceitual consolidada — participantes sem essa base têm dificuldade de extrair o valor do programa porque a conversa entre participantes opera em nível de complexidade que não está acessível sem a experiência prévia.
A experiência de influência sem autoridade descrita a partir da visita à ONU é uma leitura pedagógica de uma visita guiada — não um acesso irrestrito a operações das Nações Unidas. O valor da visita está na exposição ao ambiente e na discussão subsequente em sala, não na participação direta em processos decisórios da organização.
Leia também: o que a visita à ONU inclui e o que nenhum livro explica · trajetória de Mario Trentim · investimento e bolsas no programa SUNY
Competitive Project Management — SUNY.
Janeiro · New Paltz e Albany, Nova York · inclui visita à sede das Nações Unidas.
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Mario H. Trentim é keynote speaker e membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027). Doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, autor de 13 livros e Academic Leader dos programas de gestão na CSUN e SUNY. trentim.com


