Leadership in an Age of Disruption (CSUN): o que é e para quem é
Conheça o programa executivo que prepara líderes seniores para conduzir transformações, tomar decisões sob incerteza e preservar direção, confiança e estabilidade em ambientes disruptivos.
O programa Leadership in an Age of Disruption da California State University Northridge (CSUN), coordenado por Mario Trentim em parceria com a IBS Americas, é voltado a líderes seniores com MBA que precisam navegar ambientes de transformação acelerada sem criar instabilidade operacional. Acontece em julho, Northridge, California, no campus da David Nazarian College of Business and Economics (AACSB).
O que é o programa
Leadership in an Age of Disruption é um programa de três semanas em julho, na California State University Northridge (CSUN), no campus da David Nazarian College of Business and Economics, acreditada pela AACSB. O programa é ministrado em inglês, com professores da faculdade de negócios da CSUN, e trabalha casos reais de liderança em contexto de disrupção acelerada.
A CSUN é uma universidade pública de pesquisa do sistema da Califórnia, com mais de 38 mil estudantes e corpo docente com experiência em organizações de tecnologia, entretenimento e saúde — setores que definem o ritmo de mudança do mercado americano e global. O campus em Northridge, na região metropolitana de Los Angeles, é o contexto em que o programa acontece.
O programa é coordenado por Mario Trentim em parceria com a IBS Americas, que atua como facilitadora de acesso para executivos brasileiros e latino-americanos que buscam formação internacional em universidades americanas acreditadas.
Para quem é
O programa é desenhado para líderes seniores com MBA e dez ou mais anos de experiência que estão gerenciando transformação organizacional ativa em seus setores. Não é uma introdução ao tema — é um aprofundamento para quem já está dentro do problema.
O perfil típico é o executivo que lidera uma área em transformação — seja por pressão tecnológica, por reconfiguração de setor, por mudança de modelo de negócio — e que enfrenta o desafio de manter coerência operacional enquanto as premissas do trabalho mudam. A equipe continua precisando entregar. Os indicadores continuam sendo cobrados. E ao mesmo tempo, o que funcionava até dois anos atrás já não funciona da mesma forma.
Esse é o problema central que o programa endereça: não o que é disrupção — mas como liderar em meio a ela sem destruir o que precisa ser preservado enquanto transforma o que precisa mudar.
O que o programa cobre
Clayton Christensen, em “The Innovator’s Dilemma” (1997), documentou com precisão por que empresas bem gerenciadas falham quando a disrupção chega: porque as práticas que as tornaram bem-sucedidas são exatamente as que as impedem de responder à mudança. O problema não é incompetência — é que a competência foi calibrada para um ambiente que não existe mais.
O programa parte desse diagnóstico e o aplica ao desafio do líder individual. Quais são os mecanismos pelos quais líderes experientes ficam presos em modelos que já não funcionam? O que estruturalmente impede organizações de responder a mudanças que eram visíveis com antecedência? E o que diferencia os líderes que navegaram a transição dos que não navegaram?
Os temas centrais do programa incluem liderança em contexto de transformação tecnológica acelerada — com ênfase em inteligência artificial, automação e reconfigurações de setor —, construção de times autônomos de alta performance em ambiente de incerteza e ambiguidade, e tomada de decisão estratégica sob pressão sem paralisia analítica.
O programa trabalha casos de setores que já passaram por ciclos completos de disrupção — telecomunicações, varejo, mídia, financeiro — e extrai padrões de liderança que se repetem nos momentos de transição bem-sucedida e nos que falharam. O objetivo não é ensinar teoria sobre disrupção, mas desenvolver a capacidade de reconhecer o padrão quando ele aparece e agir com precisão.
A distinção em relação ao MBA executivo
Um MBA executivo leva entre 18 e 24 meses, cobre gestão geral e pressupõe que o participante precisa construir uma base ampla de conhecimento. Leadership in an Age of Disruption leva três semanas, cobre um problema específico — liderança em contexto de disrupção — e pressupõe que o participante já tem a base de gestão consolidada. A questão não é o que falta saber, mas o que precisa ser aprofundado agora.
Essa distinção tem uma implicação prática. O executivo com 15 anos de experiência que faz um MBA executivo passa a maior parte do tempo em conteúdos que já conhece ou que não são relevantes para o momento que está vivendo. O mesmo executivo num programa de três semanas focado no problema que está enfrentando agora tem uma equação de retorno sobre o investimento completamente diferente.
“Next Generation Management” não é slogan — é uma descrição do problema. O management que funcionou nos últimos vinte anos foi calibrado para ambientes mais estáveis. O que funciona agora é estruturalmente diferente.
Rita McGrath, em “The End of Competitive Advantage” (2013), argumentou que a vantagem competitiva sustentável é uma ilusão em ambientes de alta velocidade de mudança. O que existe, segundo McGrath, são vantagens temporárias que precisam ser ativamente renovadas. O líder que não internaliza esse argumento continua defendendo posições estratégicas que já não existem — e explicando resultados decrescentes com razões que soam plausíveis mas não endereçam a causa raiz.
O programa coloca esse problema no centro — e trabalha as ferramentas para o líder senior reconhecer quando está nessa posição e o que fazer a partir daí.
O ambiente de aprendizado
O programa acontece no campus da CSUN, em Northridge, Los Angeles. A região metropolitana de Los Angeles concentra um ecossistema singular: entretenimento, tecnologia, saúde, defesa, manufatura avançada. Setores que coexistem com modelos de negócio e velocidades de mudança radicalmente diferentes — e que criam o contexto em que os professores do programa atuam e pesquisam.
A turma é composta por executivos de diferentes países e setores. Para líderes brasileiros, esse é um ponto não-trivial: a exposição a colegas que enquadram o mesmo problema de forma diferente — com premissas regulatórias, culturais e de mercado distintas — cria um nível de pressão cognitiva que nenhum programa doméstico reproduz.
O programa é ministrado em inglês. Para líderes que atuam ou pretendem atuar em ambientes internacionais, a prática de discutir liderança, estratégia e tomada de decisão em inglês — no vocabulário técnico que esses temas exigem — é parte do desenvolvimento, não apenas o meio de comunicação.
Processo de candidatura e bolsas
O acesso ao programa é intermediado pela IBS Americas. O processo inclui avaliação de fit de perfil, documentação acadêmica e profissional, e entrevista. Bolsas de até 60% estão disponíveis para candidatos com perfil adequado — o que significa que a barreira de acesso é menor do que a maioria dos executivos brasileiros assume quando vê o valor nominal de um programa em universidade americana.
O processo de candidatura começa pelo contato com a IBS Americas, que avalia o perfil e orienta sobre documentação. O prazo para candidatura antecede o início do programa em julho — e dado o número limitado de vagas com bolsa, a antecedência é determinante.
Limitações
O programa pressupõe dez ou mais anos de experiência e formação em nível de MBA. Profissionais em estágios anteriores da carreira executiva — mesmo que competentes tecnicamente — não têm a bagagem mínima para extrair valor das discussões no nível em que são conduzidas. O fit de perfil não é formalidade: é o que determina se o investimento de tempo e recursos faz sentido.
“Disrupção” é um tema transversal a setores — mas profissionais em setores com menor pressão de transformação acelerada podem encontrar menor aplicação imediata do conteúdo. O programa é mais relevante para quem está gerenciando mudança ativa, não para quem está antecipando mudança futura de forma especulativa.
As bolsas de até 60% são para candidatos com perfil adequado e não são automáticas. O número de vagas com bolsa é limitado. Candidatos que iniciam o processo com antecedência têm melhor acesso às condições disponíveis.
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Candidatura ao programa Leadership in an Age of Disruption — CSUN
Acesso ao programa é via IBS Americas. Bolsas de até 60% para perfis qualificados. Vagas limitadas.
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Dúvidas sobre o programa, bolsas e processo: WhatsApp IBS Americas
Mario H. Trentim é keynote speaker e membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027). Doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, autor de 13 livros e Academic Leader dos programas de gestão na CSUN e SUNY. trentim.com


