O que levar para um programa executivo no inverno de Nova York
Saiba como montar a mala para enfrentar o inverno de Nova York com conforto, segurança e roupas adequadas às atividades acadêmicas e executivas.
O programa Competitive Project Management da State University of New York (SUNY), coordenado por Mario Trentim em parceria com a IBS Americas, acontece em janeiro — mês de inverno intenso em New Paltz e Albany, Nova York. A temperatura média em Albany em janeiro é de -3°C, com mínimas que podem chegar a -15°C. Preparação adequada para o clima é parte da logística do programa. Bolsas de até 60% disponíveis.
A burocracia que mata a adaptabilidade é a burocracia da imprevisibilidade — chegar para um programa executivo de 3 semanas sem as roupas certas e passar os primeiros dias lidando com frio que incapacita, em vez de focar no conteúdo. Este guia resolve esse problema antes do embarque.
A realidade do inverno em Albany e New Paltz
Albany em janeiro: temperatura média de -3°C, mínimas regulares de -10°C a -15°C, neve frequente, vento cortante. New Paltz, a cerca de 2 horas ao sul de Albany, tem inverno ligeiramente mais brando — mas ainda assim com temperaturas abaixo de zero na maior parte do mês de janeiro.
Para a maioria dos executivos brasileiros, esse é o frio mais intenso que já experimentaram. O inverno do interior de São Paulo ou de Curitiba em julho — que pode chegar a 5°C a 8°C — não prepara adequadamente para o que Albany oferece em janeiro. A neve no chão, o vento, e o frio seco fazem a sensação térmica ser mais agressiva do que o termômetro indica.
Com a preparação certa, o inverno não é problema — é parte da experiência. Sem ela, torna-se obstáculo real aos primeiros dias do programa.
O sistema de camadas: a lógica que tudo o mais segue
O erro mais comum de quem enfrenta inverno pela primeira vez é tentar usar um casaco muito grosso e nada embaixo. O sistema correto é em camadas — cada camada com função específica, combinadas de acordo com a temperatura e a atividade.
Camada 1 — Base layer (roupa de base térmica)Cobre o corpo diretamente em contato com a pele. Função: reter calor corporal e eliminar umidade (suor). Material: polipropileno, merino wool ou poliéster técnico. Evitar algodão — o algodão absorve o suor, fica úmido, e perde toda a capacidade de isolamento. Uma ou duas peças de calça e camiseta de base.
Camada 2 — Mid layer (camada intermediária)Sobre a base. Função: isolar e reter o calor gerado pelo corpo. Material: fleece, lã pesada ou suéter técnico. Duas ou três peças. Essa é a camada que você pode remover em ambientes fechados — escritórios e salas de aula americanas têm aquecimento central intenso.
Camada 3 — Outer layer (casaco de inverno)A camada externa. Função: proteger contra vento, neve e chuva. Um casaco do tipo down jacket (pluma de ganso ou pato, ou sintético) é a opção mais eficiente em termos de calor por peso. Deve ser impermeável ou resistente à água. Deve cobrir pelo menos os quadris — casacos curtos deixam a região lombar exposta ao vento.
Calçados: o item mais crítico
Botas de inverno com sola antiderrapante e impermeabilidade são obrigatórias para caminhar em Albany e New Paltz em janeiro. Neve compactada e gelo em calçadas tornam qualquer calçado liso — tênis, oxford, sapatênia — potencialmente perigoso. Quedas em gelo são comuns para quem não está habituado.
As características necessárias: impermeabilidade (neve úmida penetra couro não tratado em minutos), isolamento térmico (Thinsulate ou equivalente), sola antiderrapante com textura profunda.
Meia de lã grossa é parte do sistema — meia de algodão fina não funciona com bota de inverno. Duas ou três pares de meias de lã ou material térmico.
Acessórios essenciais
Quatro itens que fazem diferença real no dia a dia de inverno intenso:
Gorro (beanie) cobrindo as orelhas — o calor é perdido principalmente pela cabeça. Um gorro de lã ou fleece que cubra as orelhas é mais importante do que qualquer outra peça de acessório.
Luvas waterproof — luvas de lã pura ficam encharcadas com neve. Luvas com camada impermeável externa e forro térmico funcionam. Luvas finas de couro não são suficientes para -10°C.
Cachecol ou balaclava — proteger pescoço e rosto do vento faz diferença quando o vento está forte.
Óculos de sol — a luz refletida na neve em dias de sol é mais intensa do que em dia comum de verão. Óculos de sol com proteção UV adequada evitam fadiga ocular.
Roupa profissional para os momentos formais
O programa SUNY inclui apresentações formais, atividades com professores americanos e visita à sede da ONU em Nova York. Nesses momentos, roupa profissional é necessária.
Levar: um ou dois conjuntos profissionais completos — terno, blazer ou equivalente feminino. Roupas profissionais brasileiras geralmente são adequadas para o padrão americano. Atenção ao aquecimento central nos ambientes fechados: salas de aula e prédios nos EUA têm aquecimento intenso. O que parece roupa insuficiente do lado de fora com -10°C pode ser roupa demais dentro do auditório.
O inverno não é obstáculo — é contexto. Com o sistema de camadas certo, -10°C é clima para uma caminhada. Sem ele, é motivo para não sair da hospedagem.
O que comprar no Brasil vs o que comprar no destino
O que não levar do Brasil: casaco de inverno pesado. Comprar no Brasil é mais caro do que nos EUA. Redes como Target, Walmart e lojas de outlet em Albany e New Paltz têm down jackets de qualidade entre USD 50 e USD 150 — significativamente mais barato do que as equivalentes no Brasil, mesmo considerando o câmbio. Chegar 1 ou 2 dias antes do início do programa e ir a uma Target resolve essa peça.
O que levar do Brasil: base layers (difíceis de encontrar em qualidade razoável em lojas de massa nos EUA), meias de lã, luvas e gorro. Esses itens são menores, não pesam na mala, e têm melhor custo-benefício comprados antes.
Eletrônicos e adaptadores
Os EUA usam 110V/60Hz com tomadas tipo A ou B (dois pinos paralelos planos). A maioria dos carregadores de celular, notebook e câmera modernos é bivolt (100-240V) — verificar a indicação no carregador. Se for bivolt, só precisa de adaptador de plug (USD 5 a USD 10 na Target). Se não for bivolt, precisa de transformador — e levar do Brasil é mais prático.
Medicamentos
Levar suprimento completo de medicamentos de uso contínuo para a duração da viagem com margem de segurança (25% a mais). Medicamentos comuns no Brasil podem ser vendidos somente com prescrição médica nos EUA ou ter nome diferente. Farmácias americanas (CVS, Walgreens) têm boa estrutura, mas não são substitutas para medicamentos específicos.
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Programa de janeiro · State University of New York (SUNY)
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Mario H. Trentim é keynote speaker e membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027). Doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, autor de 13 livros e Academic Leader dos programas de gestão na CSUN e SUNY. trentim.com




