O CEO de uma empresa industrial me mostrou dois slides em sequência.
No primeiro: o dashboard de eficiência operacional. Verde em todas as métricas. Custo por unidade reduzido 23% em dezoito meses. Lead time cortado à metade. Certificação renovada com nota máxima. Três anos de trabalho duro da equipe de operações.
No segundo slide: o market share dos últimos quatro anos. Vermelho em todas as linhas. Queda de 11 pontos. Dois segmentos perdidos para entrantes menores, com processos mais lentos, custos mais altos, e qualidade auditada abaixo da deles.
A pergunta que ele fez não era sobre eficiência. Era: “Como eu perco para quem é pior do que eu em tudo que eu sei medir?”
A resposta estava no que o dashboard escolheu não medir. E essa escolha não foi acidente — foi design.
O que eu defendo neste artigo — e o que você leva para a próxima reunião
83% das empresas globais dizem que inovação é prioridade top-3.Apenas 3% estão prontas para entregar(BCG, 2024). A lacuna não é de intenção — é de arquitetura organizacional.
O conceito de ambidestria organizacional tem 50 anos. Duncan cunhou o termo em 1976. March provou matematicamente em 1991. O’Reilly e Tushman operacionalizaram de 1996 a 2016. Cinco décadas de evidência — e ainda é minoria as organizações que aplicam.
Benner & Tushman (2003): os mesmos processos que constroem excelência operacional (ISO, Lean, CMMI, Agile escalado) destroem sistematicamente a capacidade de exploração. Não é efeito colateral — é o mecanismo funcionando como foi desenhado.
IBM criou o programa EBO (Emerging Business Opportunities) em 2000 como resposta a ter falhado em comercializar 29 tecnologias que havia desenvolvido. Resultado: US$15 bilhões em receita nova em cinco anos. É o caso mais documentado de ambidestria estrutural em escala.
A Hélice da Execução oferece um diagnóstico preciso do desequilíbrio — e há uma auditoria de 30 minutos que qualquer liderança pode fazer no próprio portfólio.
Esses três números juntos descrevem o mesmo fenômeno que o CEO me mostrou nos dois slides. A lacuna de 80 pontos percentuais entre querer inovar e ter capacidade para isso não é de capital, não é de talento, não é de vontade da liderança. O dado mais revelador do BCG: apenas 12% dos executivos afirmam que sua empresa tem ligação forte entre estratégia de negócio e estratégia de inovação. Não é falta de vontade. É falta de arquitetura.
Cinquenta anos de evidência — e o conceito que ninguém aplica
O conceito de ambidestria organizacional não é novo. Em 1976, Robert Duncan cunhou a expressão ambidextrous organization para descrever o dilema de design que organizações enfrentam ao tentar gerir inovação: as estruturas adequadas para iniciar inovação são diferentes das estruturas adequadas para executá-la. Duncan argumentou que organizações precisariam mudar de estrutura conforme a inovação maturasse — do explore para o exploit. Não era um problema de cultura. Era um problema de design.
Quinze anos depois, James March formalizou matematicamente o que Duncan havia intuído.
Em 1991, March publicou no Organization Science um artigo de dezenove páginas que mudou a forma como pesquisadores sérios pensam sobre aprendizagem organizacional. O argumento era cirúrgico.
Organizações fazem dois tipos de coisas: exploitam o que já sabem — refinam, otimizam, melhoram processos existentes. E exploram o que ainda não sabem — experimentam, testam hipóteses, desenvolvem novas competências. O problema é que as duas atividades competem pelos mesmos recursos: tempo, atenção gerencial, orçamento, capacidade cognitiva dos times.
March demonstrou formalmente que as recompensas de curto prazo da exploração são mais certas e mais imediatas. Em organizações que aprendem com o que funciona e replicam o que traz resultado — organizações racionais —, a lógica dos incentivos empurra sistematicamente para exploit. O resultado é o que March chamou de armadilha de competência: a organização fica progressivamente melhor em atividades que se tornam progressivamente menos relevantes.
“The basic problem confronting an organization is to engage in sufficient exploitation to ensure its current viability and, at the same time, devote enough energy to exploration to ensure its future viability.”— James G. March, Organization Science, 2(1), 1991, p. 71
O que March descobriu não era que explore é melhor que exploit, ou vice-versa. Era que a tensão entre os dois é estrutural — não se resolve com boa vontade, não desaparece com um workshop de inovação, não se corrige com um OKR de inovação no BSC trimestral. Cinquenta anos depois da formulação original de Duncan, a maioria das organizações ainda age como se a tensão não existisse.
A bomba que Benner e Tushman colocaram na mesa em 2003
Se March diagnosticou o mecanismo e Duncan anteviu o dilema de design, Benner e Tushman nomearam o paradoxo de forma que nenhum líder comprometido com excelência operacional pode ignorar sem se sentir desconfortável.
⚠ O paradoxo de Benner & Tushman (2003) — Academy of Management Review
ISO 9001. Lean Manufacturing. Seis Sigma. TQM. CMMI. Agile em escala. Todos esses frameworks têm uma coisa em comum: são sistemas de redução de variância. São projetados para tornar processos mais previsíveis, mais repetíveis, mais controláveis. Isso é, por definição, o oposto do que exploração requer.
Exploração precisa de variância. Precisa de experimentos que falham. Precisa de ciclos de aprendizado que não têm resultado garantido. A lógica do processo de melhoria contínua — eliminar desvios, padronizar o que funciona, replicar o que tem desempenho superior — quando aplicada universalmente, cria uma organização biologicamente incapaz de experimentar.
Não é má vontade. É o mecanismo funcionando exatamente como foi desenhado. Benner e Tushman documentaram isso empiricamente em dois estudos longitudinais — fotografia e tintas — rastreando a correlação entre intensidade de process management e tipo de inovação produzida. O resultado foi inequívoco: quanto maior a intensidade de melhoria de processos, mais inovações incrementais e menos inovações de ruptura. Não porque as organizações não quisessem. Porque o sistema selecionava contra isso.
O dado do BCG 2024 confirma em escala: 70% das empresas que declaram inovação como prioridade focam seus esforços em process optimization. Não como contradição consciente — como consequência natural de um sistema de incentivos que recompensa exploit e ignora explore.
Figura 1 - Quanto mais eficiente sua empresa fica, mais rápido ela se torna obsoleta.
O CEO do dashboard verde não foi descuidado. Seu sistema estava funcionando perfeitamente. O problema é que o sistema foi projetado para medir e reforçar exploit — e o fez com maestria. O market share vermelho era o resultado esperado. Não era uma falha. Era o produto.
O Innovator’s Dilemma como versão market-focused do mesmo problema
Clayton Christensen chegou ao mesmo fenômeno por outro caminho. Em 1997, ao estudar por que empresas líderes em seus setores perdiam consistentemente para entrantes menores, Christensen identificou o que chamou de innovator’s dilemma: as decisões racionais que tornam uma empresa excelente no presente — servir bem os clientes mais rentáveis, melhorar os produtos que geram mais margem, investir em tecnologias sustentadas — são exatamente as decisões que a tornam vulnerável à disrupção futura.
March havia demonstrado isso matematicamente no nível da aprendizagem organizacional. Benner e Tushman haviam demonstrado no nível dos processos de gestão. Christensen demonstrou no nível das dinâmicas de mercado e estratégia competitiva. Três ângulos, o mesmo fenômeno: a organização que otimiza o presente sistematicamente se torna incapaz de responder ao futuro.
A diferença entre as três perspectivas é também a chave da solução: o problema não está nos processos em si, não está na lógica de mercado em si, não está na aprendizagem em si. Está na ausência de estruturas separadas que permitam às duas lógicas — exploit e explore — operar simultaneamente sem que uma destrua a outra.
As quatro arquiteturas que a pesquisa identificou
Desde Tushman e O’Reilly (1996) até a literatura mais recente, quatro arquiteturas principais emergiram para sustentar explore e exploit simultaneamente. Não são mutuamente exclusivas — organizações complexas usam combinações. Mas cada uma tem lógica, custo, e condições de viabilidade distintos.
Figura 2 - As quatro ambidestrias da inovação.
A questão não é qual tipo é melhor — é qual tipo é viável dado o contexto da organização. E antes de responder isso, é necessário responder uma pergunta anterior: a liderança reconhece que o problema existe e que tem nome?
O caso que prova que funciona — e o custo de não ter feito antes
Caso documentado · IBM Emerging Business Opportunities (EBO) · O’Reilly & Tushman (2004) · Harvard Business Review
Em setembro de 1999, o CEO Lou Gerstner recebeu um relatório interno que o irritou profundamente: a IBM havia falhado em comercializar 29 tecnologias que ela mesma havia desenvolvido. Tecnologias que foram depois capturadas por competidores menores, em alguns casos criando setores inteiros que a IBM havia inventado mas não conseguido explorar.
A causa raiz identificada não foi falta de P&D nem falta de talento. Foi que iniciativas de exploração haviam sido consistentemente sufocadas pela lógica operacional da organização: falta de recursos, pressão por resultado de curto prazo, ausência de patrocínio sênior com mandato para sustentar ambiguidade. Exploit havia colonizado explore sistematicamente — sem que ninguém decidisse isso.
O programa EBO criou unidades de exploração com: autonomia real de decisão operacional, patrocinadores executivos com mandato explícito de proteger explore da pressão de exploit, métricas de learning milestone em vez de VPL, e revisão direta do CEO — não do middle management que operava com lógica de exploit.
Resultado entre 2000 e 2005: mais de US$15 bilhões em receita nova gerada por iniciativas que antes teriam sido eliminadas nos primeiros gate reviews. O caso IBM EBO é o mais citado na literatura de ambidestria estrutural porque é um dos únicos com resultados financeiros documentados em escala.
O que o caso não diz — e que é igualmente importante: o custo de construir esse programa foi alto em termos de tensão organizacional, resistência interna e conflito de recursos. Ambidestria estrutural não é solução simples. É escolha de design com consequências reais.
O diagnóstico que falta na maioria das organizações
Trabalho com organizações há mais de vinte anos. Nos diagnósticos de execução e governança que conduzo — e nos 465 mil alunos que passaram pelos meus cursos no LinkedIn Learning — um padrão se repete com inquietante consistência: as organizações medem exaustivamente o que sabem fazer. Quase nunca medem sua capacidade de aprender a fazer o que ainda não sabem.
Foi a partir desse padrão que desenvolvi a Hélice da Execução — um framework diagnóstico que mapeia quatro dimensões críticas de capacidade organizacional e o eixo que as integra.
Figura 3 - A Hélice da Execução (Trentim, 2026)
A questão diagnóstica central: qual é o gap entre sua Pá 1 e sua Pá 4?
Quando a Pá 4 (Capacidade de Entrega) está significativamente mais desenvolvida que a Pá 1 (Estratégia Adaptativa), a organização entrega projetos com excelência crescente — mas não tem o mecanismo para perceber quando está entregando na direção errada. O ISO do CEO estava verde porque a Pá 4 estava em estágio avançado. O market share estava vermelho porque a Pá 1 estava atrofiada.
Figura 4 - Padrão de diagnóstico típico, A Hélice da Execução, Trentim (2026)
Gap da Hélice = Estágio_máx − Estágio_mín = 3 − 1 = 2 estágios. Acima de 1 estágio de diferença, o risco de executar na direção errada é alto. Acima de 2 estágios, a organização está na armadilha de competência que March descreveu. Este perfil é o mais comum em organizações que completaram programas de Lean, ISO, ou Agile nos últimos 3–5 anos.
Por que isso é mais urgente agora do que em qualquer ponto anterior
A McKinsey pesquisou mais de 10.000 líderes sêniors em 16 países para o State of Organizations 2026. O dado central para esta discussão: 75% dos respondentes reportam impacto significativo de incertezas externas nas suas organizações. O relatório nomeia a condição como “business as change” — mudança não como evento, não como crise, não como exceção. Como estado operacional permanente.
Num ambiente onde a velocidade de mudança externa supera a velocidade de aprendizado interno, organizações com alta Pá 4 e baixa Pá 1 não estão apenas em desvantagem competitiva. Estão construindo, ativamente, capacidade de entregar o passado com eficiência crescente.
O dado do BCG complementa: das aproximadamente 2.000 empresas listadas nos EUA analisadas ao longo de vinte anos, apenas 2% conseguiram consistentemente superar seu setor tanto em períodos turbulentos quanto estáveis. Esse 2% não tem menos excelência operacional. Tem estruturas que sustentam exploit e explore simultaneamente — o que os pesquisadores chamam de ambidestria organizacional.
O que os dados dizem sobre a diferença de desempenho
O’Reilly e Tushman (2008) estudaram 35 iniciativas de inovação em empresas Fortune 500 e encontraram uma diferença que não se explica por competência técnica de execução: 90% de taxa de sucesso em organizações com estrutura ambidestra genuína, versus 25% em organizações sem diferenciação de governança.
Esse número precisa de qualificação honesta. A amostra é pequena — 35 iniciativas, não 35 empresas. O critério de “sucesso” reflete avaliação dos próprios executivos, o que introduz viés. Um meta-análise de 2025 que revisou 330 estudos com mais de 1.000 correlações sobre ambidestria e desempenho concluiu que a relação não é universalmente linear — há contextos onde a tensão entre explore e exploit, mal gerenciada, produz resultados abaixo do ótimo.
O contraditório de Gupta, Smith e Shalley (2006) é legítimo: em setores de alta interdependência tecnológica, explore e exploit podem coexistir na mesma unidade sem separação estrutural. O argumento pela separação não se aplica universalmente.
O que esse conjunto de evidências afirma, no conjunto: a ausência de mecanismos estruturais para sustentar explore degrada sistematicamente a capacidade de inovação ao longo do tempo. Não sempre, não em todos os contextos, mas com consistência suficiente para ser o padrão dominante — e para que a IBM, a McKinsey, e o BCG continuem escrevendo sobre isso décadas depois da formulação original de Duncan.
Auditoria de 30 minutos: como medir o gap no seu portfólio hoje
Ferramenta prática · Auditoria Explore/Exploit de Portfólio
Esta auditoria pode ser feita com a lista do portfólio atual e uma reunião de 30 minutos. Não requer consultoria. Não requer sistema. Requer honestidade sobre o que o portfólio realmente faz — versus o que a estratégia declara querer.
1 - Liste todos os projetos/iniciativas do portfólio ativoPara cada um, classifique: é exploit (melhoria, otimização, crescimento em mercados ou produtos existentes) ou explore (novo produto, novo mercado, nova capacidade, nova tecnologia sem mercado comprovado)? Não permita a categoria “ambos” — force a escolha pelo propósito principal. Projetos de transformação digital são exploit se otimizarem capacidades existentes, explore se criarem capacidade genuinamente nova.
2 - Some os recursos por categoriaBudget total alocado para exploit versus explore. Número de pessoas/FTEs por categoria. Atenção gerencial estimada (% de reuniões de liderança dedicadas a cada tipo). A proporção real raramente é o que a liderança estima — e a surpresa com o resultado é, em si, um dado diagnóstico.
3 - Compare com o que a estratégia aprovada requerSe a estratégia declara 30% de receita de novos mercados em 5 anos, qual proporção de recursos está indo para explore? Se a estratégia não especifica nenhuma proporção — esse é o dado mais importante: a estratégia não está sendo traduzida em alocação, o que significa que alguém está decidindo implicitamente por inércia.
4 - Identifique os projetos explore submetidos à governança de exploitPasse pela lista de projetos de explore. Cada um foi aprovado com Business Case de VPL padrão? Tem gate review idêntico ao de projetos de otimização? Tem o mesmo critério de cancelamento? Se sim — esses projetos explore morrem por design de governança, não por falta de potencial. A IBM descobriu isso com 29 tecnologias.
5 - Calcule o Gap da HéliceNuma escala de 0 a 3, avalie: sua Pá 4 (Capacidade de Entrega — execução, prazo, custo, metodologia) e sua Pá 1 (Estratégia Adaptativa — revisão de portfólio, resposta a sinais externos, capacidade de cancelar e redirecionar). Gap > 1 estágio = risco alto de executar na direção errada. Gap > 2 = armadilha de competência instalada.
Figura 5 - Auditoria Exploit/Explore de Portfolio (Trentim, 2026)
A pergunta para levar para segunda-feira
Uma pergunta. Uma reunião. Uma decisão.
“Se listarmos todos os projetos do nosso portfólio e classificarmos cada um como exploit ou explore — qual proporção de recursos vai para cada categoria? E essa proporção é consistente com o que a nossa estratégia de médio prazo requer?”
Não é pergunta retórica. Tem resposta numérica. E a resposta, na maioria das organizações que fizeram esse exercício pela primeira vez, foi entre 85% e 92% de exploit — independentemente do que a estratégia declarava. Se ninguém na sua organização sabe a resposta, o portfólio está sendo decidido por inércia, não por estratégia. Exatamente como a IBM descobriu em 1999.
O próximo artigo desta série vai direto ao lugar onde esse problema se cristaliza operacionalmente: o PMO. Especificamente, por que o PMO mais maduro da sua empresa pode ser o principal mecanismo de destruição de capacidade de explore — não por incompetência, mas por mandato.
Próximo · Série Organizações Adaptativas · Artigo 2 de 3
Como o PMO mais maduro da empresa pode ser o maior obstáculo à inovação
O mandato que o PMO recebeu versus o mandato que a estratégia requer — e como auditar essa diferença antes que ela apareça nos resultados.
“The problem is not to make the correct choice between exploration and exploitation; it is to sustain enough exploration to ensure adequate variation while simultaneously maintaining enough exploitation to ensure adequate development.”— James G. March, Organization Science, 1991
Se este artigo descreveu o que você já sabia mas ainda não tinha palavras para nomear — encaminhe para quem decide o portfólio na sua organização. A conversa vai ser diferente com os dados na mesa.
Mario H. Trentim é doutorando em Engenharia no ITA (2024-2029), autor de 13 livros publicados em gestão estratégica e execução, e criador de 48 cursos no LinkedIn Learning com mais de 465 mil alunos. É certificado IPMA Level-A e IoD UK Certificate in Corporate Governance. Escreve semanalmente sobre estratégia, execução e governança em organizações complexas.
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Referências e fontes
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Benner, M.J. & Tushman, M.L. (2003). Exploitation, exploration, and process management: The productivity dilemma revisited. Academy of Management Review, 28(2), 238–256.
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Gupta, A.K., Smith, K.G. & Shalley, C.E. (2006). The interplay between exploration and exploitation. Academy of Management Journal, 49(4), 693–706.
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Meta-análise 2025: Ambidexterity and innovation — a systematic and meta-analytic approach to mediating effects on performance. Technology Analysis & Strategic Management, 37(13). [330 estudos / 1.034 correlações]
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