Quem é Mario Trentim e o que ele ensina nos programas internacionais CSUN e SUNY
Conheça a trajetória que levou Mario Trentim de aluno bolsista a líder acadêmico internacional — e os temas de estratégia, projetos, PMO e liderança que orientam sua atuação na CSUN e na SUNY.
Mario Trentim é o Academic Leader responsável pelo design acadêmico dos programas de gestão na California State University Northridge (CSUN, julho) e na State University of New York (SUNY, janeiro), coordenados pela IBS Americas. Começou como aluno bolsista em 2011, voltou como professor em 2018 e assumiu a coordenação acadêmica em 2021. Hoje é membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027) e doutorando no ITA.
O arco: de aluno a Academic Leader
Em 2011, Mario Trentim era aluno bolsista na University of La Verne (ULV), em California, em programa coordenado pela IBS Americas. Tinha engenharia, mestrado no ITA e MBA — e nunca havia considerado estudar fora como parte relevante do desenvolvimento profissional.
Na ULV, teve acesso ao Professor Issam Ghazzawi — pesquisador com publicações em periódicos de referência e fluência incomum no diagnóstico de problemas organizacionais práticos. Uma tarde longa de conversa sobre um manuscrito em andamento resultou, meses depois, no prefácio de Managing Stakeholders as Clients, publicado pelo PMI em 2013.
Em 2014, voltou como aluno — desta vez à State University of New York (SUNY). Em 2018, retornou como professor. Em 2021, assumiu o papel de Academic Leader dos programas de gestão da CSUN e da SUNY, em parceria com a IBS Americas.
O arco é relevante não como trajetória de sucesso a ser replicada, mas como evidência de que a imersão produz conexões que os formatos convencionais de treinamento não produzem. O prefácio de 2013 não era um favor — era consequência de um ambiente onde a conversa se aprofunda porque o tempo e o espaço existem para isso. A leitura completa dessa trajetória está em história completa de 2011 até hoje.
2011 · ULV · California
Aluno bolsista, JPL da NASA, conversa com Prof. Issam Ghazzawi — prefácio de Managing Stakeholders as Clients (PMI, 2013).
2014 · SUNY · New York
Aluno na State University of New York.
2018 · SUNY · professor
Retorno à SUNY como professor do programa.
2021–presente · Academic Leader
Responsável pelo design acadêmico e entrega dos programas CSUN e SUNY, em parceria com a IBS Americas.
O que é Academic Leader — e o que isso muda para o participante
Academic Leader não é título honorífico. É o papel responsável pelo design acadêmico e pela entrega efetiva dos programas — a articulação entre o que o participante precisa desenvolver e o que o currículo efetivamente entrega.
Na prática, significa que o conteúdo dos programas CSUN e SUNY não é importado de um catálogo genérico de cursos internacionais. É construído com perspectiva de quem passou pelas universidades como aluno (2011 e 2014), como professor (2018) e como responsável acadêmico (desde 2021) — com mais de duas décadas de prática em governança de projetos, pesquisa de doutorado no ITA e participação ativa no Board do PMI Global.
Para o participante, essa combinação significa que o programa responde a perguntas que surgem em organizações reais — não a perguntas que surgem em casos de estudo elaborados para serem elegantes. A diferença entre as duas é considerável: casos reais são gnarly, têm dados incompletos, têm stakeholders com objetivos conflitantes, têm pressão de prazo que não respeita a lógica do processo ideal.
Sistemas, não resultados. O que os programas desenvolvem não é um conjunto de técnicas para aplicar em situações específicas — é a capacidade de construir sistemas de decisão que funcionem de forma consistente quando as condições mudam.
Essa distinção — entre aprender técnicas e desenvolver sistemas de pensamento — é central para entender o que a imersão entrega. Newport descreve isso em termos de profundidade cognitiva: a capacidade de trabalhar em problemas difíceis de forma consistente não é função de quanto você sabe sobre o problema, mas de como você estrutura o processo de pensar sobre ele. A imersão cria o ambiente para desenvolver essa estrutura.
O que os programas entregam além do conteúdo
O PMI Pulse of the Profession documenta sistematicamente que o problema de entrega nas organizações não é metodológico. As organizações têm metodologias. Não têm profissionais capazes de traduzir metodologia em critério de decisão estratégica — a linguagem que a liderança sênior usa para priorizar portfólio, alocar recursos e definir o que é sucesso.
Essa lacuna não se fecha com certificação adicional. Fecha-se com exposição a contextos de alta complexidade onde o profissional é forçado a formular o problema antes de aplicar a ferramenta — e onde colegas de outros países e setores questionam premissas que nunca precisaram ser articuladas no ambiente doméstico.
Há três dimensões que a imersão desenvolve e que os formatos convencionais não desenvolvem na mesma medida:
Formulação do problema. A maioria dos profissionais experientes chega com respostas muito boas para perguntas ligeiramente erradas. O ambiente de imersão — com casos internacionais, colegas de contextos distintos e professores que não compartilham as mesmas premissas de mercado — força a revisão da pergunta antes de qualquer resposta. Christensen chamou isso de “the right question”: a maioria dos projetos fracassa não por má execução, mas por excelente execução da coisa errada.
Calibração de autoridade sem hierarquia. A visita à sede das Nações Unidas, parte do programa SUNY, não é turismo institucional. É exposição a uma organização de 193 países que opera por influência, sem autoridade formal de enforcement. O que se aprende ali não está no currículo escrito — está na observação de como decisões de altíssima complexidade são tomadas quando ninguém pode simplesmente ordenar que sejam executadas.
Rede de referência internacional. Colegas que passaram pelo mesmo ambiente de imersão têm uma referência compartilhada que não precisa ser explicada. Não é network de cartão de visita. É a base para conversas substanciais sobre problemas reais, porque o ponto de partida já está estabelecido.
O inglês, questão frequente de quem avalia os programas, destrava ao longo da primeira semana pela imersão. Não pelo esforço — pela exposição. O idioma deixa de ser o problema principal quando se torna o meio pelo qual outros problemas são resolvidos.
Família pode viajar junto. Não é cláusula de marketing — é dado relevante para a maioria dos participantes com mais de dez anos de carreira, que têm família constituída e precisam integrar desenvolvimento profissional e vida pessoal.
Os programas
Os programas são distintos em perfil de entrada, timing e foco. O Advanced Topics in PMO Governance na CSUN é voltado a profissionais com perfil mais sênior e formação já consolidada em gestão de portfólio. O Competitive Project Management na SUNY parte de um diagnóstico diferente: o problema não é o que o profissional sabe sobre gestão de projetos, mas como ele pensa sobre o problema que o projeto está tentando resolver.
Limitações
A trajetória de aluno a Academic Leader reflete um arco de quinze anos — não uma progressão típica ou garantida para participantes dos programas atuais. Cada etapa (2011, 2014, 2018, 2021) dependeu de circunstâncias específicas que não são replicáveis como sequência.
O papel de Academic Leader é específico dos programas IBS Americas/CSUN/SUNY e não corresponde a um cargo universitário permanente nas universidades americanas. A estrutura do programa é coordenada pela IBS Americas em parceria com as universidades.
Datas, formatos e disponibilidade de bolsas devem ser confirmados diretamente com a IBS Americas. As informações aqui refletem o estado atual dos programas — sujeito a ajustes a cada edição.
Leia também: história completa de 2011 até hoje · Advanced Topics in PMO Governance na CSUN · Competitive Project Management na SUNY
Programas internacionais com bolsas de até 60%.
CSUN — Advanced Topics in PMO Governance (julho, Northridge, California):
Conheça o programa CSUN · Fale pelo WhatsApp CSUN
SUNY — Competitive Project Management (janeiro, New York):
Conheça o programa SUNY · Fale pelo WhatsApp SUNY
Mario H. Trentim é keynote speaker e membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027). Doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, autor de 13 livros e Academic Leader dos programas de gestão na CSUN e SUNY. trentim.com



