SUNY para brasileiros: guia completo 2026–2027
Conheça os campi, o perfil dos programas, os requisitos de participação e a experiência acadêmica internacional oferecida pela SUNY a profissionais brasileiros.
A State University of New York (SUNY) é o maior sistema universitário público dos Estados Unidos, com 64 campi e mais de 387 mil estudantes. Os programas executivos da IBS Americas em parceria com Mario Trentim ocorrem nos campi de New Paltz e Albany, em janeiro. O programa principal é Competitive Project Management. Inclui visita obrigatória à sede das Nações Unidas em Manhattan. Voltado a profissionais brasileiros com MBA e experiência em gestão de projetos.
Estratégia sem execução é desejo. Esta frase resume o problema central que os programas da SUNY foram desenhados para resolver — não no nível do discurso, mas no nível da competência técnica e do repertório de decisão de gestores que atuam em ambientes competitivos reais.
Este guia é longo porque o processo de decisão sobre um programa executivo internacional merece profundidade. Se você está pesquisando a SUNY pela primeira vez, leia do início ao fim. Se já conhece o programa e quer uma seção específica, use os subtítulos para navegar.
1. O que é a SUNY
A State University of New York não é uma universidade. É um sistema — o maior sistema universitário público dos Estados Unidos, criado em 1948 pelo governo do estado de Nova York. Com 64 campi distribuídos por todo o estado, o sistema SUNY forma cerca de 387 mil estudantes ativos e tem produzido, ao longo de décadas, profissionais que ocupam posições de liderança em empresas globais, organizações internacionais e governos.
A distinção entre “universidade” e “sistema universitário” importa para o profissional brasileiro que está construindo sua credencial. Quando você diz “fiz um programa na SUNY”, não está dizendo que frequentou uma instituição regional desconhecida. Está dizendo que participou de um programa numa instituição que é parte do mesmo sistema que formou, entre outros, dezenas de líderes de organizações listadas na Fortune 500 e diplomatas que trabalham a menos de duas horas do campus onde o programa ocorre.
New Paltz e Albany: dois campi, dois contextos
Os programas executivos da IBS Americas ocorrem em dois campi da SUNY: New Paltz e Albany. Eles têm perfis diferentes, e a escolha entre eles — quando houver opção — depende do programa e da turma.
SUNY New Paltz fica no Vale do Hudson, a aproximadamente 90 minutos de Manhattan de carro. O campus tem tradição em artes, ciências e educação, e o contexto do Vale do Hudson — uma das regiões de maior concentração histórica e cultural dos Estados Unidos — oferece um ambiente de imersão que vai além da sala de aula. A cidade de New Paltz é pequena, movida a pedestres e estudantes, com uma infraestrutura de restaurantes e serviços que funciona bem para os fins de semana de um programa executivo de três semanas.
SUNY Albany é a capital do sistema e fica na cidade de Albany, capital do estado de Nova York. O campus tem forte tradição em políticas públicas, direito e ciências políticas. Para executivos que trabalham na interface entre setor privado e governo — ou que atuam em projetos de infraestrutura, saúde, educação e outros setores regulados — o contexto de Albany, próximo ao centro do poder político estadual, oferece uma camada adicional de perspectiva.
2. Por que Nova York em janeiro
A pergunta mais frequente que recebo quando apresento o programa SUNY para executivos brasileiros é: “Janeiro? Com frio?” A resposta é sim — e o frio é parte do programa, não um inconveniente a ser ignorado.
Nova York em janeiro é uma cidade diferente de Nova York em julho. O turismo de massa recua. Os museus têm filas menores. As ruas de Manhattan têm um ritmo próprio — mais rápido, mais funcional, mais parecido com o que a cidade é no cotidiano de quem trabalha ali. Para um executivo brasileiro que quer entender como profissionais de primeiro nível operam num dos principais centros financeiros e culturais do mundo, janeiro entrega uma imersão mais autêntica do que qualquer mês de verão.
A McKinsey Global Institute documentou que cidades de alta densidade de talento — Nova York, Londres, Tóquio, São Paulo — produzem, de forma consistente, spillovers de conhecimento que não existem em outros contextos. Três semanas em Nova York em janeiro, com visita à sede das Nações Unidas e convivência com professores e colegas de múltiplas nacionalidades, ativam esses spillovers de uma forma que nenhum curso online pode replicar.
O frio concreto — temperaturas entre -5°C e 5°C em janeiro — cria uma coesão de grupo que é difícil de explicar antes de vivê-la. Um grupo de executivos brasileiros navegando Manhattan num casaco pesado, tomando decisões coletivas sobre onde comer, como se deslocar e o que visitar nos fins de semana, forma laços de uma forma que o clima ameno de julho simplesmente não produz. Isso não é retórica motivacional — é dinâmica de grupo documentada.
3. Os programas disponíveis na SUNY
Os programas executivos da IBS Americas na SUNY cobrem três eixos temáticos principais. O mais procurado, e o que forma o núcleo da oferta, é o Competitive Project Management.
Competitive Project Management (CPM)
O CPM é o programa principal da SUNY e o mais alinhado com o perfil do profissional brasileiro que chegou ao mid-management ou ao nível sênior via gestão de projetos e quer expandir o repertório para um contexto de competição global.
O foco não é ensinar fundamentos de gestão de projetos — isso o participante já sabe. O foco é expandir o repertório para tomada de decisão em ambientes de alta incerteza, múltiplos stakeholders internacionais e pressão competitiva real. O material de referência inclui casos de empresas que competem globalmente, análise de falhas em projetos de grande escala e frameworks de decisão que vão além do PMBOK.
O PMI Pulse of the Profession de 2024 documentou que 70% dos projetos falham não por déficit técnico, mas por falhas de liderança, comunicação e tomada de decisão em ambientes complexos. O CPM endereça exatamente esse gap — não o gap técnico, mas o gap de repertório decisório.
Strategic Thinking for Competitive Advantage
O programa de Strategic Thinking é voltado a executivos que precisam desenvolver ou revisar a capacidade de análise competitiva de suas organizações. O conteúdo dialoga com os trabalhos de Michael Porter sobre vantagem competitiva, mas atualizado para o contexto de plataformas digitais, cadeias de valor globais e competição por talento.
O perfil típico do participante é o de um executivo que chegou à direção de uma unidade de negócio ou a uma posição de C-level e precisa de um framework mais robusto para decisões de alocação de recursos, posicionamento e resposta competitiva.
Business Sustainability and ESG
O programa de Business Sustainability cobre a agenda ESG do ponto de vista executivo — não como compliance, mas como vantagem competitiva e risco estratégico. O conteúdo é estruturado em torno de decisões reais: como integrar critérios de sustentabilidade em decisões de investimento, como comunicar performance ESG para boards e investidores, e como navegar o ambiente regulatório crescente em mercados desenvolvidos.
Para executivos brasileiros que atuam em empresas exportadoras ou que têm operações em mercados europeus e norte-americanos, este programa entrega um repertório que o ambiente brasileiro ainda não oferece de forma sistemática.
4. A visita à ONU: por que é obrigatória e o que ensina
A visita à sede das Nações Unidas em Manhattan é parte obrigatória do programa SUNY — não opcional, não uma excursão turística. É uma aula com contexto.
A sede da ONU fica no East Side de Manhattan, a menos de duas horas dos campi de New Paltz e Albany. A visita inclui a entrada nas instalações, a explicação sobre o funcionamento dos órgãos principais da ONU, e — dependendo da agenda da turma — interação com representantes e profissionais que trabalham no sistema multilateral.
Por que isso importa para um executivo de gestão de projetos ou estratégia? Três razões concretas.
Primeiro, a ONU é o maior sistema de gestão de projetos multilaterais do mundo. Entender como decisões são tomadas num ambiente com 193 países-membros, múltiplos interesses conflitantes e restrições políticas e orçamentárias severas é uma aula de governança que nenhum livro entrega de forma equivalente.
Segundo, muitos dos maiores projetos em que executivos brasileiros vão trabalhar — seja em infraestrutura, saúde, educação ou tecnologia — têm financiamento, supervisão ou parceria com agências do sistema ONU: PNUD, UNICEF, OMS, FAO, Banco Mundial. Entender a lógica de funcionamento dessas agências é competência profissional, não cultura geral.
Terceiro, o contexto físico — estar na sede do principal fórum multilateral do mundo, em Manhattan, durante um programa executivo internacional — produz uma calibração de perspectiva que é difícil de articular antes de vivê-la. Problemas que pareciam grandes no escritório em São Paulo ficam com outro tamanho quando você os vê do ponto de vista de quem gerencia projetos que impactam populações de continentes inteiros.
5. Para quem é o programa SUNY
O programa SUNY tem um perfil-alvo claro. Clareza sobre perfil é, aliás, um dos elementos que distingue programas executivos sérios de programas que aceitam qualquer pessoa disposta a pagar.
Competitive Project Management: perfil 25–35 anos
O CPM é voltado a profissionais entre 25 e 35 anos que já têm MBA — ou formação equivalente em nível de pós-graduação — e experiência mínima de 5 anos em gestão de projetos em ambientes corporativos. O perfil típico é o de um gerente de projetos sênior ou coordenador que está se movendo para uma posição de liderança de portfólio ou de P&D e quer expandir o repertório antes de assumir responsabilidades maiores.
O que o programa não é: uma certificação técnica. O CPM não entrega PMP, não prepara para exames de certificação e não é um substituto para formação técnica em metodologias de projeto. O que entrega é repertório de decisão e perspectiva internacional — duas coisas que nenhuma certificação entrega.
Strategic Thinking e Business Sustainability: perfil 40+
Os programas de Strategic Thinking e Business Sustainability têm um perfil distinto — executivos com mais de 40 anos, em posições de C-level ou diretoria, com histórico de tomada de decisão em ambientes complexos. O MBA é requisito. A experiência esperada é de pelo menos 10 anos em posições de gestão.
O que esses executivos buscam, em geral, não é uma credencial adicional — já têm. Buscam o que Kahneman chamaria de “calibração de repertório”: exposição estruturada a perspectivas, frameworks e casos que o ambiente brasileiro de gestão raramente oferece de forma sistemática.
O que todos os perfis têm em comum
Independentemente do programa e da faixa etária, os participantes que extraem mais valor da experiência SUNY têm três características em comum: inglês funcional suficiente para participar de discussões em grupo, disposição para questionar suas próprias premissas e uma organização — ou projeto — concreto para aplicar o que aprendem ao voltar.
O Substack de Mario Trentim tem dezenas de artigos sobre como preparar essas três condições. Recomendo o artigo de orientação inicial desta seção para quem está começando a pesquisa, e o guia de comparação entre CSUN e SUNY para quem já decidiu que quer um programa executivo internacional mas ainda está escolhendo entre as opções.
6. O que acontece nas três semanas
Três semanas é um tempo curto para uma imersão internacional. É também o tempo suficiente para que uma mudança de perspectiva aconteça — se o programa for bem estruturado.
Semana 1: fundamentos e calibração
A primeira semana é de calibração. Os professores estabelecem os frameworks conceituais do programa, os participantes se conhecem e começam a entender as diferenças de perspectiva que tornam o grupo valioso. É comum que executivos brasileiros cheguem achando que sabem o que vão aprender — e percebam, no final da primeira semana, que as perguntas mais interessantes são as que não haviam formulado antes de chegar.
O material inclui casos de empresas que operam em múltiplos mercados, análise de projetos que falharam em contextos de alta complexidade e frameworks de tomada de decisão sob incerteza. A abordagem pedagógica é socrática — os professores conduzem por perguntas, não por respostas.
Semana 2: aplicação e pressão
A segunda semana aumenta a pressão. Os grupos de trabalho recebem projetos que precisam ser desenvolvidos em prazos apertados, com recursos limitados e stakeholders fictícios que representam interesses conflitantes. A simulação é realista o suficiente para que executivos com 15 anos de experiência se peguem cometendo erros que cometem no dia a dia — e, desta vez, possam analisar o erro num ambiente de aprendizado.
A visita à ONU acontece, em geral, na segunda semana, funcionando como um ponto de inflexão entre a fase conceitual e a fase de síntese.
Semana 3: síntese e apresentação
A terceira semana é de síntese. Cada grupo apresenta o projeto desenvolvido para uma banca que inclui professores e — dependendo da turma — profissionais convidados. A avaliação não é sobre a perfeição técnica do projeto, mas sobre a qualidade do raciocínio, a consistência das decisões tomadas e a capacidade de defender posições sob questionamento.
A formatura acontece no último dia — com cerimônia formal, diploma físico entregue na hora. Para executivos brasileiros acostumados a programas que entregam diplomas semanas ou meses depois, o diploma físico no dia é um detalhe que importa mais do que parece.
7. Networking e vida fora da sala
Programas executivos sérios não acontecem apenas em sala de aula. Mintzberg documentou, em seu estudo sobre desenvolvimento de líderes, que aprendizado organizacional significativo ocorre na interface entre experiência estruturada e reflexão informal. Os fins de semana do programa SUNY são essa interface.
Fins de semana: destinos próximos
Nova York em janeiro oferece uma lista de destinos que, por si só, são experiências de formação para um executivo brasileiro:
Philadelphia (2h30 de ônibus ou trem): uma das cidades fundadoras dos Estados Unidos, com museus de classe mundial, uma cena gastronômica que surpreende e um ritmo diferente de Manhattan. Para quem quer entender o que une e o que diferencia as grandes cidades americanas, Philadelphia é uma aula prática.
Boston (3h30 de trem): a cidade universitária por excelência dos Estados Unidos — Harvard, MIT, Tufts, Boston University. Uma visita a Cambridge em janeiro, com as universidades em plena atividade acadêmica, é uma experiência que calibra o entendimento sobre o que é um ecossistema de conhecimento de primeiro nível.
Canadá (4h de carro): a fronteira com o Canadá fica a quatro horas dos campi da SUNY. Montréal e Toronto são destinos viáveis para um fim de semana — e a travessia da fronteira terrestre entre dois países desenvolvidos é, por si só, uma experiência de perspectiva.
Washington DC (5h de ônibus ou trem): a capital federal, com os museus do Smithsonian, a Biblioteca do Congresso, a Casa Branca e o National Mall. Para executivos que trabalham com projetos governamentais ou que querem entender como políticas públicas são formuladas no principal mercado global, Washington DC em janeiro — quando a capital está em plena atividade política — é uma visita obrigatória.
Manhattan, naturalmente, está a menos de duas horas e funciona como destino de fim de semana regular para quem quer museus (Met, MoMA, Guggenheim), espetáculos (Broadway em janeiro tem programação plena) ou simplesmente caminhar por uma das cidades mais densas em talento e perspectiva do mundo.
8. Formatura: cerimônia e diploma
A formatura é um evento formal. Togas, capelos, cerimônia com reitor ou representante institucional da SUNY, fotografias oficiais, entrega de diploma físico — no dia, na mão do participante.
Este detalhe importa por uma razão prática: o diploma físico com o nome da SUNY é o documento que vai aparecer no currículo e no LinkedIn. Receber o diploma no dia da formatura, com testemunhas — colegas, professores — cria um registro simbólico da experiência que documentos enviados pelo correio semanas depois não replicam.
Para quem vai fotografar a cerimônia para o LinkedIn ou para comunicar a experiência internamente na organização, a cerimônia formal entrega o contexto visual que comunica seriedade institucional.
9. Como posicionar a credencial no CV e LinkedIn
A credencial SUNY tem mais peso do que a maioria dos executivos brasileiros imagina — desde que seja posicionada de forma correta. Posicionamento correto não é embelezamento; é precisão.
No LinkedIn
Na seção de educação do LinkedIn, o correto é registrar: State University of New York (SUNY) como instituição, o nome do programa específico (Competitive Project Management, Strategic Thinking etc.) como campo de estudo, e o ano de conclusão. Não acrescentar adjetivos, não exagerar o escopo. A instituição fala por si.
Na seção “Sobre” ou em posts sobre a experiência, o contexto que agrega valor é o concreto: o que foi aprendido, qual problema da organização ficou mais claro depois do programa, qual perspectiva mudou. Executivos que escrevem posts genéricos sobre “experiência transformadora” perdem a oportunidade de demonstrar o que a experiência realmente entregou.
O guia completo de executive education desta seção tem uma seção específica sobre como capitalizar a credencial internacional depois do programa. Recomendo a leitura antes da formatura, não depois.
No currículo
No currículo em inglês — para posições internacionais ou para candidaturas a programas de desenvolvimento de liderança em multinacionais — a credencial SUNY é reconhecida sem necessidade de explicação adicional. No currículo em português, para posições no Brasil, o nome completo “State University of New York” seguido do nome do programa e do ano é suficiente.
10. Processo de candidatura e bolsas
O processo de candidatura para os programas SUNY começa, idealmente, seis meses antes do início do programa. O programa ocorre em janeiro — portanto, candidaturas para o ciclo 2026–2027 devem começar no segundo semestre de 2026.
Etapas do processo
O processo de candidatura tem quatro etapas principais:
Contato inicial com a IBS Americas: a equipe da IBS Americas faz a triagem inicial e confirma elegibilidade (MBA, experiência mínima, inglês funcional).
Entrevista de alinhamento: uma conversa estruturada para entender o perfil do candidato e confirmar qual programa é mais adequado.
Documentação: diploma de MBA ou pós-graduação, histórico acadêmico, carta de motivação, currículo e, em alguns casos, carta de referência.
Confirmação e pagamento de inscrição: após aprovação, confirmação da vaga e pagamento da taxa de inscrição.
O prazo entre o contato inicial e a confirmação final costuma ser de 2 a 3 meses. Candidaturas enviadas com menos de 2 meses de antecedência correm risco de não encontrar vaga na turma.
Bolsas: até 60% disponíveis
Bolsas de até 60% estão disponíveis para candidatos elegíveis. O critério de elegibilidade para bolsas inclui perfil acadêmico, histórico profissional e, em alguns casos, vínculo com organização parceira.
A bolsa não é garantida automaticamente — é solicitada durante o processo de candidatura e avaliada pela IBS Americas em conjunto com a instituição parceira. Candidatos que demonstram clareza sobre como vão aplicar o programa na organização têm, consistentemente, maior taxa de aprovação de bolsas.
Para detalhes sobre o processo de bolsas e para iniciar a candidatura, o contato com a IBS Americas é o primeiro passo. O guia completo de executive education tem uma seção sobre como preparar a candidatura e como argumentar pela bolsa dentro da organização.
11. Como se preparar: cronograma de 6 meses
Seis meses é o tempo mínimo para preparar adequadamente uma experiência de executive education internacional. Preparação inadequada é a causa mais comum de programas que entregam menos do que poderiam.
Meses 6 a 5: decisão e candidatura
Tomar a decisão de ir — ou não. Não há posição intermediária entre candidatura séria e observação.
Iniciar contato com a IBS Americas e o processo de candidatura.
Conversar com a organização sobre financiamento parcial ou total via treinamento corporativo.
Verificar situação do passaporte (prazo de validade mínimo de 6 meses após o retorno).
Meses 4 a 3: documentação e visto
Solicitar visto americano (B1/B2 para programas de curta duração). O processo pode levar de 4 a 12 semanas dependendo do consulado e da época do ano.
Organizar documentação de candidatura: diploma, histórico, carta de motivação.
Verificar se há leitura prévia recomendada pela IBS Americas ou pelo programa.
Meses 2 a 1: inglês e logística
Praticar inglês de forma ativa — não apenas cursos online, mas conversação com falantes nativos ou em contextos profissionais. O programa é conduzido integralmente em inglês. Nível intermediário-avançado é o mínimo; avançado é o recomendado para extrair valor pleno das discussões.
Organizar vestuário de inverno adequado. Janeiro em Nova York significa temperaturas entre -5°C e 5°C, com possibilidade de neve. Casaco de inverno real (não o que passa por casaco de inverno no Brasil), luvas, gorro, botas impermeáveis. Comprar no Brasil sai mais barato do que comprar em Nova York — mas comprar em Nova York é viável e prático para quem não quer carregar bagagem extra.
Organizar hospedagem. O campus tem opções de housing para participantes externos; a IBS Americas orienta sobre as alternativas.
Comunicar a ausência na organização e preparar a equipe para operar sem o executivo por três semanas.
Semana anterior ao programa: chegada e adaptação
Chegar pelo menos um dia antes do início oficial do programa para adaptação ao fuso horário (diferença de 2 a 3 horas para o Brasil, dependendo da época).
Explorar o campus e a cidade antes de começar as aulas — isso reduz a desorientação logística da primeira semana.
12. Comparação com CSUN: quando escolher cada um
A comparação entre SUNY e CSUN é a pergunta mais frequente que recebo de executivos brasileiros que já decidiram fazer um programa executivo internacional e estão escolhendo entre as opções. Respondo aqui de forma resumida; o artigo específico de comparação tem o detalhamento completo.
A SUNY e a CSUN são programas diferentes para momentos diferentes de carreira:
SUNY (janeiro, Nova York, CPM): perfil 25–35 anos, foco em gestão competitiva e estratégia, visita à ONU, contexto metropolitano de alto padrão.
CSUN (julho, Los Angeles, PMO Governance): perfil 40+ anos, foco em governança de PMO e liderança sênior, campus AACSB, contexto californiano.
Profissionais que fizeram os dois programas — em anos diferentes — relatam consistentemente que as experiências são complementares, não redundantes. O guia completo da CSUN está disponível nesta seção para quem quiser entender o outro programa em detalhe.
13. Limitações
Todo programa tem limitações. Apresentar as limitações antes do CTA é parte do respeito pelo tempo e pelo processo de decisão do leitor.
Três semanas não substituem 18 meses de MBA: o programa executivo da SUNY entrega repertório e perspectiva, não profundidade técnica equivalente a um MBA completo. Executivos que buscam uma credencial de nível de MBA estão olhando para o produto errado.
O valor depende do pré-trabalho e do pós-trabalho: participantes que chegam sem ter pensado no que querem resolver e que voltam sem um plano de aplicação extraem sistematicamente menos valor do programa. A experiência em si é necessária, mas não suficiente.
Inglês funcional é requisito, não detalhe: o programa é conduzido integralmente em inglês. Participantes com inglês básico vão ter dificuldade para acompanhar discussões e apresentações em ritmo nativo. Isso não é um julgamento — é uma informação que poupa tempo de ambos os lados.
14. Perguntas frequentes
Preciso de MBA para me candidatar?
Sim. MBA ou pós-graduação equivalente é requisito para todos os programas executivos da SUNY via IBS Americas. Candidatos sem essa formação serão orientados para outros programas mais alinhados com seu momento de carreira.
O diploma é reconhecido no Brasil?
O diploma de um programa de extensão executiva de uma universidade americana não é equiparado automaticamente a um título de pós-graduação stricto sensu pelo MEC brasileiro. Ele é reconhecido no mercado profissional como credencial internacional de desenvolvimento executivo — que é o que é. Para candidatos que precisam de título de pós-graduação reconhecido pelo MEC, o programa executivo não é o produto correto.
Posso solicitar financiamento da empresa?
Sim. Muitas organizações brasileiras têm orçamento de treinamento e desenvolvimento que pode ser direcionado para programas de executive education internacional. O guia completo de executive education tem uma seção específica sobre como preparar o argumento para a empresa.
Qual o nível de inglês necessário?
Intermediário-avançado como mínimo para acompanhar as aulas. Avançado para participar ativamente das discussões e extrair valor pleno das interações com professores e colegas de outras nacionalidades. Se o inglês está no nível básico-intermediário, o investimento nos 6 meses anteriores ao programa deve incluir prática intensiva de conversação.
O programa fornece carta de aceite para o visto americano?
Sim. A IBS Americas fornece documentação de suporte para o processo de visto, incluindo carta de aceite e comprovante de vínculo com o programa. O visto mais comum para esse tipo de programa é o B1/B2 (turismo e negócios), não o visto estudantil.
Posso trazer acompanhante?
Sim. Acompanhantes são bem-vindos e, dado o contexto de Nova York e os destinos de fim de semana disponíveis, muitos participantes aproveitam para transformar a viagem numa experiência combinada de desenvolvimento profissional e exploração pessoal. A logística de hospedagem precisa ser organizada individualmente.
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Estratégia é execução. Leu este guia, entendeu o programa, identificou o alinhamento com seu momento de carreira — a próxima ação é concreta: iniciar o contato com a IBS Americas e abrir o processo de candidatura.
O programa ocorre em janeiro. Candidaturas para o ciclo 2026–2027 precisam ser iniciadas no segundo semestre de 2026 — preferencialmente com 6 meses de antecedência.
Bolsas de até 60% estão disponíveis para candidatos elegíveis.
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Se você está também avaliando o programa de julho em Los Angeles, o guia completo da CSUN é a leitura complementar indicada. Para quem está começando a pesquisa e ainda não sabe por onde começar, o artigo de orientação inicial desta seção é o ponto de partida correto.
Mario H. Trentim é keynote speaker e membro do Board of Directors do PMI Global (2025–2027). Doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica no ITA, autor de 13 livros e Academic Leader dos programas de gestão na CSUN e SUNY. trentim.com



